Todos temos visões diferentes sobre determinados assuntos, mas às vezes criamos algumas opiniões e não conseguimos achar ninguém que compartilhe delas. Com os games de corrida não é diferente.

Como GT Sport é o jogo de corrida que eu mais jogo, decidi compartilhar minhas opiniões e ideias que, durante os tempos em que conversei com meus amigos online, não consegui encontrar tantos que concordassem comigo.


Os carros Vision Gran Turismo não são apenas “Hot Wheels”

Muitos jogadores odeiam os carros do projeto Vision Gran Turismo simplesmente por muitos deles não serem reais, e que a Poliphony Digital deveria se preocupar em trazer mais carros “de verdade” para o jogo. Mas esses mesmos jogadores se esquecem que, desde o início de sua história, a franquia Gran Turismo mistura realidade com visão de futuro. O projeto VGT é apenas uma continuação disso.

Basta olhar para exemplos como o carro-conceito da Dodge, no primeiro jogo de 1997. Ou então o Nike One 2022, um veículo muito inovador feito em parceria com a famosa marca de tênis, e que apareceu em Gran Turismo 4. Ou o GT by Citröen, que apareceu pela primeira vez em GT5 Prologue e continua com um design atual mesmo 11 anos depois.

Em resumo, Gran Turismo e carros-conceito andaram juntos desde o início. Os Vision Gran Turismo são o ápice da boa relação que a Poliphony Digital estabeleceu ao longo dos anos com as marcas de carros. E uma vez que os veículos do projeto não precisam existir na cida real, os designers conseguem atingir um nível de criatividade sem precedentes.

Há projetos que se destacam: o Aston Martin VGT foi o alicerce do design de todos os carros posteriores da marca; o Audi VGT foi o primeiro a andar em uma pista de verdade; o Mazda LM55 VGT trouxe uma esperança de retorno da marca para Le Mans, depois da vitória em 1991.

Outras marcas não tiveram tanto empenho no projeto, como a Toyota, que apenas fez uma versão de corrida de um conceito já existente, assim como a Subaru, a Lexus etc. Mas, no geral, o projeto VGT é uma ideia brilhante para que possamos visualizar o futuro do automóvel de uma forma diferente dos convencionais salões internacionais.


Eu não quero Spa

Muito se fala também sobre a falta de pistas reais (o que eu concordo totalmente). Nas redes sociais a demanda pelo circuito de Spa-Francorchamps sempre foi a maior, mas isso acabou após a revelação, há algumas semanas, de que o circuito estava querendo cobrar mais do que o estúdio queria pagar.

Isso foi um balde de água fria para muitos fãs da pista, mas não para mim. Não que eu esteja enjoado do circuito: ele é um dos meus favoritos. Mas eu gosto muito mais quando a Poliphony Digital coloca no jogo pistas e carros com os quais eu não joguei em nenhum outro jogo dessa geração. Como foi Autopolis na antepenúltima atualização, e os Super Formula na penúltima.

Eu já andei em Spa tanto no Assetto Corsa quanto no Project CARS 2, então pra mim é mais interessante quando vem alguma pista que não existe em nenhum outro jogo dessa geração. E também não tenho preconceito com pistas fictícias: se Grand Valley Speedway ou Special Stage Route 11 voltassem, eu ficaria muito feliz.


As pistas e carros de terra não são uma perda de tempo

As corridas na terra, que não são nem rali, nem Rallycross, estiveram presentes desde o Gran Turismo 2. Elas nunca foram uma parte muito importante ou relevante para a franquia, e a física dos carros nesse tipo de terreno é muito escorregadia.

Mesmo assim, eu gosto de dirigir nas pistas de terra. Elas exigem uma direção baseada em derrapagens constantes, e quando eu começo a pegar o jeito, se torna bastante divertido.

Com os boatos de que Pikes Peak agora é exclusiva da Poliphony Digital, eu espero ansioso que a subida de montanha também seja incluída no jogo.


Carros e pistas em atualizações não são o suficiente

Sim, o jogo precisa de carros e pistas para chegar ao patamar de variedade que havia no Gran Turismo 6. Mas o que eu realmente quero em uma atualização é uma reformulação completa do modo Sport.

Desde o beta lançado no início de 2017, venho testando o modo Sport e esperando que ele fosse revisto e atualizado pelo feedback dos jogadores. Mas nada foi feito, e a quantidade de jogadores vem diminuindo.

Deveria haver mais variedade de corridas, mais opções de escolha, pra gente não ficar preso a apenas 3 corridas por semana, com o perigo de não gostar de nenhuma e ter que torcer para que venha uma boa na próxima semana, até você enjoar dela e esperar a semana seguinte. Driveclub seria uma ótima inspiração: sempre havia corridas online novas, e o jogo sempre mostrava 20 corridas diferentes pra escolher.


GT Sport não deve buscar o realismo

Digo isso em questão da física de jogo: a série Gran Turismo já conquistou seu lugar como um simcade acessível a todos. Tentar alcançar mais realismo e deixar o jogo mais difícil faria muitos jogadores desistirem.

O lado bom de termos tantos jogos à escolha é a variedade de modelos de física disponíveis, dos mais fáceis aos mais difíceis. Gran Turismo (e Forza Motorsport) atendem a quem busca um equilíbrio, pendendo mais para o lado do realismo. Essa característica conquistou vários jogadores ao longo dos anos, e não seria inteligente perder isso.


Aí estão minhas opiniões um pouco polêmicas. Você concorda com alguma delas? Se você tem alguma outra opinião polêmica sobre o jogo, deixe nos comentários!