A nostalgia é algo interessante, não é? Ao mesmo tempo que ela nos faz relembrar e valorizar o passado, ela pode nos fazer rejeitar e ridicularizar o presente: o famoso “no meu tempo era melhor”. Isso serve para músicas, filmes e também para os games.

Eu acredito que é possível apreciar os jogos de todas as diferentes épocas, tanto novos como antigos. Todos têm algo de bom a oferecer e algo de memorável para ensinar. Mas hoje vamos relembrar o passado: separei 3 franquias que estão sem lançamentos recentes e que deveriam voltar para a atual geração com novos lançamentos.


Burnout

Aí está a minha franquia preferida de todos os tempos. Não me importo se ele atingiu o ápice da física arcade, porque isso também o fez atingir o ápice da diversão. E isso é o que mais importa em um jogo.

Burnout está para Need for Speed assim como Sonic está para Super Mario: um rival que tenta atingir ao mesmo público, mas de formas diferentes. Carros fictícios variados, do Formula 1 ao caminhão de bombeiro; pistas rápidas em cenários variados, com muito tráfego para estragar seu dia – ou melhorar, dependendo do modo de jogo.

E as batidas mais incríveis da história!!! Atualmente existem simuladores de batidas mais avançados, como Wreckfest e BeamNG.drive, mas nenhum conseguiu atingir o patamar dramático, quase artístico, dos acidentes da série Burnout.

O último grande lançamento da série, Burnout Paradise, foi lançado em 2008 e remasterizado para a atual geração de consoles em 2018, mas não pode ser considerado um jogo novo. A Three Fields Entertainment, estúdio indie composto pelos criadores originais de Burnout, tentou ressuscitar o espírito da franquia com os recém-lançados Danger Zone, Danger Zone 2 e Dangerous Driving, mas esses jogos não possuem o conteúdo necessário para se tornarem verdadeiros sucessores espirituais.


Midnight Club

Outra série rival de Need for Speed, mas, diferente de Burnout, segue pelo mesmo caminho (pelo menos na fase Underground). O jogo atingiu seu ápice no terceiro episódio, no qual apareceram pela primeira vez os carros licenciados. E a lista, além de ser gigantesca, era bem mais variada: carros de luxo, pickups, SUVs e motocicletas estabeleciam o diferencial.

As 3 cidades nos EUA (e também Tóquio, na versão Remix do terceiro jogo) não eram tão detalhadas quanto no concorrente, mas tinham uma densidade de caminhos alternativos muito maior. As corridas eram bastante “verticais”, cheias de saltos e aterrissagens espetaculares.

Outra novidade eram os poderes especiais. Apertar um botão e ver tudo ficar em câmera lenta, ou transformar seu veículo em uma bola de demolição, era no mínimo inusitado para um jogo de corridas noturnas.

A última aparição da série se deu em 2008, com Midnight Club Los Angeles. Desde então só se ouve rumores e especulações sobre o futuro da franquia.


Race Driver / GRiD

De TOCA Touring Car Championship para TOCA Race Driver para Race Driver GRiD para GRiD Autosport, a franquia da Codemasters mudou muito de nome, mas nunca de premissa: dirigir carros velozes em circuitos fechados.

Seria o que temos de mais equivalente à atual série Project CARS: fazer uma carreira como um piloto polivalente, transitando entre várias categorias diferentes do automobilismo moderno, comprando novos carros e melhorando sua equipe.

Infelizmente, após o lançamento de GRiD Autosport, e seus vários relançamentos para outras plataformas, parece que a Codemasters não quer (ou não consegue) levar a franquia para um novo episódio. Afinal, o investimento nos jogos F1 e DiRT ainda é grande, e isso pode ter retirado a possibilidade de um retorno da série GRiD. Mas eu ainda aguardo ansiosamente por essa possibilidade de retorno, porque concorrência nunca é demais.


Aí estão as 3 franquias que eu gostaria que retornassem. Quais as suas? Deixe aí nos comentários!